sábado, 29 de novembro de 2008

A ARTE DE SER



Ao tomarmos uma decisão na vida, escolher um caminho, seguir uma direção, muitas vezes nem imaginamos como nossa história começou, sempre quando duas pessoas se conheceram em lugar e hora todo nosso ser, ou nosso projeto de ser foi pensado, mesmo que inconsciente, entre os que seriam nossos idealizadores, junto com o nosso espiritual canalizando através do amor a concepção de nossa matéria.
Infelizmente algumas pessoas tomadas por uma força egoísta e na possibilidade de dividir a atenção das pessoas, as riquezas naturais e o ar que respiramos, não queiram assumir um novo ser que venha ao mundo, pois isso é muito para elas e assim não queiram ser responsáveis por uma colaboração com essa criação. O ser que vem ao mundo pequenino e inofensivo, mas que por natureza própria trás em seu choro o rompimento da força cósmica, num misto entre o biológico e o espiritual, de um lugar que estivemos não se sabe ao certo quanto tempo.
Seria muito pouco acreditar que o ser que venha ao mundo, possa aprender tudo, ou seja, seu conhecimento e sua espiritualidade possam terem sido forjados apenas no convívio com as pessoas que o cercam nessa identidade agora desempenhada. Como, por exemplo, podemos definir alguém que nunca estudou e nunca saiu de seu habitat, seu lugar de origem longínquo no meio da floresta é detentor de conhecimentos científicos e um ser riquíssimo na relação com o outro, de um respeito pelos animais e a natureza e o seu igual, relutando em não querer comer nada que tenha sangue por acreditar que faça mal ao seu organismo, cito esse exemplo do Sr. Afonso de 76 anos, que conheci à 10 anos atrás no Rio Tejo, próximo as aldeias Kaxináuas.
A arte de ser é sem dúvida uma habilidade onde todos são convidados a integrar, mas nem sempre todos conseguem captar um aprendizado, de possibilidades infinitas de como se relacionar consigo e com os outros em sua volta e o mundo, se desligando do apelo cada vez maior do mundo capitalista que aprecia a industrialização em série e com códigos de barra, vivendo modismos e se pretendo a padrões, que não leva em conta o seu ser e sim o seu ter.
Essa arte de ser é um convite ao amor e a paz, onde cada um possa ser responsável por um mundo melhor e mais fraterno.
Rio Branco – AC, 11 de dezembro de 2008.
Raiol Marcelo de Almeida Lima – ( Participante do Projeto a arte de ser, graduando em Psicologia da Faculdade da Amazônia Ocidental – FAAO)